Segundo caso de varíola dos macacos é confirmado no Vale do Itajaí

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Antes de começar a matéria informando sobre a notícia, é muito bom repassar aos leitores que essa doença NÃO É TRANSMITIDA POR MACACOS, então não maltratem os animais nem deixem que isso aconteça. Denuncie 190.

Margareth Harris, porta-voz da OMS, explicou que a doença recebe este nome porque o primeiro caso de infecção foi identificado na década de 1950 em macacos na Dinamarca. 

Os animais, no entanto, não apresentam riscos no surto atual. Na verdade, a disseminação que preocupa cientistas mundo afora está ocorrendo entre humanos.

A Secretaria de Saúde de Brusque confirmou o segundo caso de varíola dos macacos, na manhã desta segunda-feira (15) pela prefeitura da cidade através do Laboratório Central de Saúde (Lacen).

Trata-se de um homem, de 40 anos, que teve início dos sintomas em 1º de agosto e diante do quadro suspeito, após passar por consulta médica, teve amostra coletada para exame no dia 08 de agosto. O paciente não precisou de internação hospitalar, seguiu todas as recomendações médicas, já está recuperado e livre do isolamento.

Plano de contingência

Na última sexta-feira (12), o governo do Estado anunciou as ações que serão adotadas no plano de contingência para prevenir aumentos de casos da varíola dos macacos.

De acordo com a apresentação do superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, foram definidos três níveis de resposta, sendo que cada um é baseado na avaliação do risco da doença afetar o estado e o seu impacto para a saúde pública.

Com o número de infectados com a varíola do macaco (monkeypox) perto de 3.000, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que o Brasil deverá ser capaz de diagnosticar a doença em todos os Lacens (laboratórios centrais de saúde pública) do país até o final de agosto. 

De acordo com o ministro, o governo federal se antecipou à emergência de saúde pública de importância global declarada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em julho e articulou formas de lidar com a doença e receber pacientes no sistema público.

Por enquanto, somente quatro lacens fazem o diagnóstico da doença: Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Minas Gerais, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Laboratório da UFRJ, no Rio de Janeiro. Isso faz com que os resultados dos exames sejam mais demorados. 

Sobre a varíola dos macacos

A varíola dos macacos é uma doença causada pelo vírus monkeypox, descoberto em 1958. A transmissão se dá, principalmente, por contato próximo, pessoal, muitas vezes pele a pele, como:

  • Contato direto com erupção cutânea, feridas ou crostas das lesões;
  • Contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram usadas por alguém com a infecção;
  • Através de gotículas respiratórias ou fluidos orais de uma pessoa infectada.

No início, sintomas como dor de cabeça, febre, calafrios, dor de garganta, mal-estar, fadiga e aumentos nos linfonodos podem ocorrer. Logo depois vêm as erupções cutâneas que costumam iniciar no rosto e se espalhar para as demais partes do corpo.

O período de incubação é de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias e os sinais e sintomas duram de 2 a 4 semanas.

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Cássia Gisele – Conexão Itajaí

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